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Estado Laico / Bancada Evangélica / Artigo 150 da Constituição Federal Brasileira / Ateísmo

Posted in Devaneios on 14 junho, 2012 by Doug Bathmann

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Hoje me deparei com essa figura, e participei de um fórum de discussões sobre esse tema. Vou transformar minhas colocações em um post neste blog.

Estado Laico / Bancada Evangélica

Uma das principais intenções de Martinho Lutero na reforma protestante era separar a igreja do estado.

O estado deve dar liberdade religiosa (cristão, satanista, ateu, hindu, adoradores de Crom, de Thor etc.) e ao mesmo tempo não deixar que a religião imponha condições às leis, contanto que essas não firam a liberdade do indivíduo e nem a religiosa. Exemplo: o homossexual deve ser plenamente respeitado ao mesmo tempo em que a igreja não deve ser obrigada a fazer o matrimônio homossexual.

O ateu deve dar “graças a Deus” – 🙂 – que temos liberdade religiosa no nosso país. Somente assim ele pode ser ateu, caso contrário, em uma nação teocrática, ele estaria cometendo um crime.

Sobre a tal bancada evangélica: Sou contra.

Além disso, sempre digo que não acredito que o adjetivo “evangélico”, ou “cristão” ou qualquer outra coisa seja creditado a algo que não uma pessoa, um conjunto de pessoas, ou a ideias, argumentos etc. Pode uma banda ser cristã? Ou são seus integrantes os cristãos?

Como assim “moda evangélica”?? É saia grande? As batistas e presbiterianas, em geral, não precisam usar saia.

Voltando ao assunto da de uma bancada evangélica: é mais um clubinho de crentes se “auto ajudando”, como vemos nas empresas, escolas etc. Sim, os cristãos devem se ajudar, mas também têm a obrigação de ser “sal da terra e luz do mundo”, ou seja, ajudar a todos, se misturar às pessoas e contaminá-las com bons exemplos, educação, respeito, carinho, amor, caridade, ajuda, honestidade, sinceridade.

Um adendo: Sou contra igrejas apoiarem políticos. Acredito que a função social da igreja é instruir seu membro a votar em alguém que vá melhorar a sociedade, independente de sua religião, votar baseado no histórico, no plano de governo, nunca “porque é irmão”. Isso é banal e antiético, e dá margem pra corrupção. Vai contra a ordem de manter distância da “aparência do mal”.

Imunidade Tributária para Templos de qualquer Culto

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

SEÇÃO II: DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

VI – instituir impostos sobre:

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

————–

Um templo religioso tem tanta Imunidade Tributária quanto uma entidade assistencial laica.

Boas entidades religiosas prestam bons serviços sociais para-eclesiásticos, como creches, esportes, alimentação a comunidades carentes, apoio contra o tabagismo, drogas, e alcoolismo, aulas de artesanato, esportes, música etc.

Assim como em qualquer agremiação de brasileiros, também há aquelas que são as laranjas podres, corruptas – tanto quanto pode acontecer – e acontece! – com as entidades assistenciais, sindicatos etc.

Eu concordaria com a modificação desse artigo da constituição se eu soubesse que o imposto que seria pago pela igreja (ou entidade assistencial laica) seria efetivamente revertido em saúde, educação, segurança, infraestrutura etc., mas como sei que apenas será mais uma fonte financeira para os inúmeros “Cachoeiras” e “Delúbios” espalhados pelo nosso país, prefiro que a imunidade tributária dessas entidades continue, pois pelo menos aquelas que estão utilizando de forma correta e idônea continuarão prestando mais serviços à comunidade. E, dessa forma, o tributo não será de César, e as igrejas não terão a obrigação de dar a César o que não é de César.

Isso apenas reforça a nossa obrigação como cidadãos, fiscalizando. Com a esperança de que os safados sejam descobertos, julgados e condenados. E, do meu ponto de vista cristão, que sofram a justiça de Deus.

Sobre a possibilidade de existirem “laranjas boas” entre as “laranjas podres”: Eu conheço pra onde vai cada centavo da igreja onde sou membro, e como ex-auditor de onde trabalho, sei que tudo tem sido usado de forma idônea.

Não tenho como provar que o meu ponto de vista religioso é o correto, pois religião é subjetiva, etérea, cada um que fique livre em acreditar ou não. Mas como profissional de exatas, cidadão e auditor, posso dizer que a entidade pessoa jurídica religiosa o qual sou membro, é uma das laranjas boas, uma entidade idônea, que inclusive pratica a maioria das atividades sociais que citei acima.

Sim, com certeza alguns criarão igrejas pra lavar dinheiro, assim como criarão entidades não religiosas, comprarão cartões de bilheteria premiados, abrirão empresas de fachada e por aí vai.

Não se pode nunca generalizar. Entre os escândalos que envolvem principalmente as igrejas televisivas (quantas? Umas cinco ou seis denominações?) existem tantas outras quietinhas, que podem tanto estar fazendo o bem como o mal!!

Tem muita gente religiosa cortando unha de mendigo!!

 

 

Ateísmo

Como grande parte da discussão no fórum se deu entre mim e um amigo ateu, esbarramos nas nossas diferenças de fé (ou de não-fé). Assim, também discorri sobre o que acredito.

Obviamente não concordo com o ateísmo – embora respeite. Mas segue minha brevíssima opinião.

O Escritor, Professor, Jornalista e Historiador H. G. Wells citou: “Em seu coração, a religião do ateu tem um vazio com a forma de Deus”.

Em minha opinião, e totalmente baseado em minha experiência pessoal, penso que a crença de que não existe algo além da matéria que enxergamos, desse mundo injusto e sofrível, deva ser desesperante. Mas esse meu pensamento é feito tendo como base de comparação a alegria e confiança, subjetivas, abstratas e invisíveis (e pessoais, particulares), de que não somente existe uma “força cósmica todo-poderosa” que criou o universo, mas que essa “força” é um Deus pessoal e que se importa conosco e nos ama.

No entanto, sem a base de comparação, somente um ateu pode descrever como se sente. Alguns podem se sentir libertos, outros, esclarecidos, outros somente são e pronto. E devemos respeitá-los.

Tudo o que descrevi acima sobre minha fé é pessoal, particular, subjetivo e invisível. É por isso que a carta aos Hebreus dá a essa crença o nome “fé”, e a define como “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem”.

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Engenheiro filosofando…

Posted in Devaneios on 17 abril, 2009 by Doug Bathmann

Minha cabeça é meio estranha. Não, não o formato dela – apesar de que meus bonés ficam no ultimo botãozinho no fecho – mas a forma de eu pensar. Sei lá, vamos pensar juntos então…

Hoje, numa das aulas da pós-graduação, assisti – acho que pela terceira vez – ao filme “Um Sonho de Liberdade”, com Tim Robbins e Morgan Freeman. FILMASSO. Após assistirmos, passamos para aquela conhecida fase de análise, divagando sobre todos os aspectos percebidos: simbolismos, metáforas, arquétipos…

No início deste momento, o nosso professor, Lázaro Rangel, alertou um grupo específico de pessoas da sala, no qual eu estou inserido: “Senhores Engenheiros, essa é a hora de vocês analisarem de uma forma menos lógica”, ou algo parecido.

Eu não sei… Às vezes eu consigo ver as coisas por um lado mais “poético”, mais metafórico. E, quando isso acontece, eu sinto um êxtase mental maravilhoso. Mas eu acho que, pra enxergar dessa forma, eu preciso de um estímulo externo (como essa aula). Acredito que meu cérebro se sentiria mais, digamos, confortável, se eu pensasse que esses fatos analisados não são símbolos ou metáforas de outras coisas, mas são somente eles mesmos, os próprios fatos, e mais nada… Talvez eu tenha essa tendência.

Por isso eu tento me policiar e desenvolver esse meu lado “humano”. Tenho a seguinte opinião: uma pessoa que só vê o mundo como uma engrenagem funcionando – como eu citei que tenho a tendência de fazer – perde a cor, o som, o odor e o gosto da vida.

Por um outro lado, tenho plena crença que uma pessoa que não consegue – ou não quer – enxergar essas engrenagens, e também o combustível e a retroalimentação dos processos que constituem a vida, está fadada a ser controlada pelo sistema. As coisas estão conectadas. O dia-a-dia é sim um emaranhado de processos interligados, que formam a grande engrenagem da vida. Vou citar aqui um dos meus “mestres pessoais”, o Sr. Paulo Botelho: “Você tem que enxergar as conexões dos processos”.

Mas, ainda pensando como engenheiros, precisamos nos lembrar que motores devem ser lubrificados. E a lubrificação pode (deve?) ser a poesia, a metáfora, a música!

Pra que ser só frio? Ou pra que ser só quente? Por que não frios e quentes, ao mesmo tempo?! Só não vamos ser mornos, ou seremos vomitados.

Bom, deixar eu tentar parar de viajar!
Abraço!
Bathmann

IMAGEM ERRADA

Posted in Devaneios on 1 abril, 2009 by Doug Bathmann

A gente que toca por aí no meio underground, conhece algumas pessoas que dizem odiar a Jesus Cristo.

(Meu comentário abaixo desconsidera os que usam o nome de Deus ou do diabo para fazer Marketing de “True Metal”, e na verdade não são nada do que mostram ser, ok?)

Ao lermos algumas das letras ou vermos entrevistas de bandas como Cradle of Filth, Morbid Angel etc., vimos que muito da inspiração desses caras vem da revolta com algumas igrejas representadas por alguns pastores ou padres que fizeram alguma sacanagem. Acontece a associação imediata da pessoa de Cristo com a religião organizada,  com os anos de trevas devido à inquisição, queima de livros, caça às bruxas, guerras entre protestantes e católicos… e qualquer outras das coisas sinistras que já vimos serem feitas em nome de Deus.jesus

E, popularmente, existe um consenso de que Cristo é aquele homem franzino com cara inexpressiva, cabecinha inclinada e a mãozinha mostrando um coração sangrando.

Precisamos dar um jeito de reverter essa propaganda negativa que foi feita de Jesus!!

Ele era um revolucionário, um homem que, quando começou a trabalhar no seu ministério, foi direto pra sarjeta buscar os rejeitados, os párias da sociedade: pescadores, cobradores de impostos, prostitutas, agitadores políticos etc. Pegou esses caras, e, através do seu exemplo de compaixão profunda, sempre cuidando dos abandonados, mostrou pra eles como fazer uma revolução através da verdade e do amor.

Além disso, nunca deixou de peitar os religiosos da época em público, colocando-os em xeque-mate, pegando-os em suas próprias contradições.

Seria bom se conseguíssemos divulgar mais a pessoa de Cristo, quem ele foi, o que Ele fez, e, assim, disseminar a dissociação entre a pessoa de Jesus Cristo e as palhaçadas que algumas religiões organizadas* fazem!!!

Abraço!
BATHMANN

  • eu não estou aqui atacando nenhuma religião. Pra mim, religião boa é aquela que mostra Jesus Cristo como Ele realmente é.