Engenheiro filosofando…

Minha cabeça é meio estranha. Não, não o formato dela – apesar de que meus bonés ficam no ultimo botãozinho no fecho – mas a forma de eu pensar. Sei lá, vamos pensar juntos então…

Hoje, numa das aulas da pós-graduação, assisti – acho que pela terceira vez – ao filme “Um Sonho de Liberdade”, com Tim Robbins e Morgan Freeman. FILMASSO. Após assistirmos, passamos para aquela conhecida fase de análise, divagando sobre todos os aspectos percebidos: simbolismos, metáforas, arquétipos…

No início deste momento, o nosso professor, Lázaro Rangel, alertou um grupo específico de pessoas da sala, no qual eu estou inserido: “Senhores Engenheiros, essa é a hora de vocês analisarem de uma forma menos lógica”, ou algo parecido.

Eu não sei… Às vezes eu consigo ver as coisas por um lado mais “poético”, mais metafórico. E, quando isso acontece, eu sinto um êxtase mental maravilhoso. Mas eu acho que, pra enxergar dessa forma, eu preciso de um estímulo externo (como essa aula). Acredito que meu cérebro se sentiria mais, digamos, confortável, se eu pensasse que esses fatos analisados não são símbolos ou metáforas de outras coisas, mas são somente eles mesmos, os próprios fatos, e mais nada… Talvez eu tenha essa tendência.

Por isso eu tento me policiar e desenvolver esse meu lado “humano”. Tenho a seguinte opinião: uma pessoa que só vê o mundo como uma engrenagem funcionando – como eu citei que tenho a tendência de fazer – perde a cor, o som, o odor e o gosto da vida.

Por um outro lado, tenho plena crença que uma pessoa que não consegue – ou não quer – enxergar essas engrenagens, e também o combustível e a retroalimentação dos processos que constituem a vida, está fadada a ser controlada pelo sistema. As coisas estão conectadas. O dia-a-dia é sim um emaranhado de processos interligados, que formam a grande engrenagem da vida. Vou citar aqui um dos meus “mestres pessoais”, o Sr. Paulo Botelho: “Você tem que enxergar as conexões dos processos”.

Mas, ainda pensando como engenheiros, precisamos nos lembrar que motores devem ser lubrificados. E a lubrificação pode (deve?) ser a poesia, a metáfora, a música!

Pra que ser só frio? Ou pra que ser só quente? Por que não frios e quentes, ao mesmo tempo?! Só não vamos ser mornos, ou seremos vomitados.

Bom, deixar eu tentar parar de viajar!
Abraço!
Bathmann

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